Uma
trajetória
sólida

Da idealização do projeto às programações culturais da atualidade, são diversos os capítulos que compõem a história do Palácio das Artes e da Fundação Clóvis Salgado
  • Projeto e Construção
  • Inauguração
  • Fundação Clóvis Salgado
  • Espaços Culturais
  • Corpos Estáveis
  • Presidentes da FCS
  • Projeto e construção

    A construção do Palácio das Artes, enquanto principal instituição cultural de Minas Gerais, é recheada de idas e vindas que vão muito além de seus 50 anos. Essa história começa em 1940, quando Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, idealizou um novo Teatro Municipal para a cidade, que tinha 200 mil habitantes. Com a intenção de priorizar obras públicas que melhorassem o município, JK contratou o arquiteto Oscar Niemeyer para realizar dois projetos: o complexo arquitetônico da recém-criada Lagoa da Pampulha e o novo Teatro, integrado ao Parque Municipal. O antigo Teatro, localizado na Rua Goiás e conhecido como “o velho casarão”, foi arrematado em leilão, em 1942, e se tornou o Cine-Teatro Metrópole, dedicado exclusivamente ao cinema.

    Projeto arquitetônico

    O Palácio das Artes faz parte do modernismo arquitetônico, movimento que propunha o uso de formas geométricas definidas, sem ornamentos, com separação entre estrutura e vedação, uso de pilotis, panos de vidro contínuos nas fachadas, integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo e com as outras artes plásticas, como painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.

    O projeto é o primeiro em que Niemeyer colocou a estrutura à mostra, à maneira de um exoesqueleto. Mais do que isto, também no cenário nacional, é uma obra inaugural. É uma estrutura em leque, em planta em forma de trapézio cujas linhas convergem em direção à caixa de palco. O projeto propõe um teatro com capacidade aproximada para duas mil pessoas, infraestrutura, administração, sala de exposições e um Café.

    Maquete do Palácio das Artes

    Obras

    O futuro Teatro Municipal teve as obras iniciadas em 1943, mas em 1945 ocorreu a primeira interrupção, por falta de recursos. Por isso, a cidade começou a ser chamada “capital sem teatro” e a classe artística passou a pressionar o poder público. Com o mato já crescente nas fundações do futuro teatro, e consciente de que não havia dinheiro para continuar as obras, o prefeito Otacílio Negrão de Lima apresentou uma solução intermediária: a construção de um “auditório popular” no Parque Municipal, destinado a produções de teatro e música, para suprir a carência de palcos na cidade. Chamado inicialmente de Auditorium do Parque, Teatro de Emergência ou Teatro Provisório, o Teatro Francisco Nunes foi inaugurado em 1950 e se mantém ativo por 70 anos. Com projeto de Luiz Signorelli, sua estrutura acompanha o estilo modernista de Niemeyer.

    As obras do Teatro Municipal continuavam paradas, mas o local estava ocupado por iniciativas culturais. Em 1950, a Escola de Artes do pintor Alberto da Veiga Guignard, que funcionava no prédio do Colégio Imaco, no Parque Municipal, foi transferida para o subsolo da construção inacabada – onde hoje estão localizadas as galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta. Ainda que de forma improvisada, a Escola funcionou onde mais tarde foi chamado “Porão do Palácio das Artes” até o início da década de 1990.

    Em 1955 houve uma retomada da obra, seguida de nova paralisação e assim sucessivamente por pouco mais de uma década. Nesta época, a iniciativa era de responsabilidade da Prefeitura de Belo Horizonte e o projeto inicial de Niemeyer chegou a ser reformulado pelo arquiteto Hélio Ferreira Pinto, considerando as novas necessidades de funcionalidade para o prédio. No desenho original, por exemplo, o Palácio das Artes era voltado para o Parque Municipal e ligado à avenida Afonso Pena por uma passarela de concreto, mas foi modificado com a construção da atual fachada principal e da Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard voltadas para a avenida Afonso Pena.

    Em julho de 1966, no início da gestão do governador Israel Pinheiro, foi criada a Comissão Especial do Palácio das Artes (Cepa) para dar continuidade às obras. O Palácio das Artes passou a ser responsabilidade do Governo de Minas Gerais. A essa altura, com as sucessivas paralisações e retomadas da obra, o projeto inicial já havia sofrido inúmeras alterações. O conceito inicial de teatro se alargou para o de um Centro de Produção Cultural.

    A retomada das obras ocorreu em junho de 1967. No momento inicial, 18 operários trabalharam na demolição das partes já construídas, mas que não atendiam mais às mudanças do projeto. Vale lembrar que passados mais de 20 anos do início da obra, a cidade era outra. Belo Horizonte já contava com mais de um milhão de habitantes.

    O Teatro Municipal passou a ser chamado Palácio das Artes em meados dos anos 1960. Uns contam que o jornalista Wilson Frade foi o primeiro a referir ao espaço desta forma. Outros dizem que o nome vem de Le Palais das Beaux-Arts, um centro de exposições e espetáculos em Bruxelas, capital da Bélgica, cujos teatros se parecem muito.

    Palácio para o público

    Mesmo antes da inauguração, a estrutura do Palácio das Artes já era usada para diversas iniciativas culturais. Ou seja, a sua história teve início antes mesmo da finalização das obras que, com todos os atrasos, duraram mais de 20 anos.

    Os primeiros eventos

    O primeiro evento realizado no Palácio das Artes foi em 27 de outubro de 1967: um recital do pianista Nelson Freire. Também foram realizadas duas exposições, uma delas com obras de alunos e professores da Escola Guignard. Durante o primeiro ano de obras retomadas, outras iniciativas artísticas ocorreram na edificação ainda inacabada: apresentações da Companhia Procópio Ferreira, do grupo folclórico Aruanda e a realização do Primeiro Festival Mineiro da Canção. O momento mais marcante deste pré-Palácio das Artes foi a Temporada Lírica de Belo Horizonte que levou, em 1968, “O Guarani”, de Carlos Gomes, para o Grande Teatro.

    Exposição “O processo evolutivo da arte em Minas de 1900 a 1970”

    A abertura do Palácio das Artes foi feita por etapas. A primeira foi para a inauguração do chamado Bloco ‘A’, espaço referente à Grande Galeria, em 30 de janeiro de 1970, com a exposição “O processo evolutivo da arte em Minas de 1900 a 1970”. A mostra foi além da produção do século XX e exibiu obras de estrelas máximas do barroco mineiro: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e Manoel da Costa Athayde.

    Inauguração oficial

    Em 14 de março de 1971 foi inaugurado, oficialmente, o Palácio das Artes, com a abertura do Bloco ‘C’, correspondente ao Grande Teatro. Na ocasião, foi executado, sob a regência do maestro Isaac Karabitchewsky, o oratório “O Messias”, de Haendel, com a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio Ministério da Educação e Cultura e o Coro da Associação de Canto Coral, ambos do Rio de Janeiro.

    Israel Pinheiro entregou a obra que levou 30 anos para sair do papel, mas foi até o limite: no dia seguinte da inauguração do Palácio das Artes, seu sucessor, Rondon Pacheco, tomou posse no Governo de Minas Gerais.

    A Fundação Clóvis Salgado

    Em 10 de junho de 1970, nasceu a Fundação Palácio das Artes (FPA), criada para administrar e conduzir as obras que ainda estavam em andamento. Nos anos subsequentes, a instituição passou a ser responsável pela gestão de iniciativas do Palácio das Artes, como o Coral (1971 a 1973), a Escola de Dança do Ballet Minas Gerais (1972) e o Centro de Artesanato (1975). Já em 1976, a FPA foi autorizada a criar a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, por meio da Lei nº 6.862, de 2 de setembro daquele ano.

    Hall do Palácio das Artes, 1971

    Em 1978, a FPA passou a ser chamada Fundação Clóvis Salgado (FCS), em homenagem ao médico, professor, governador de Minas Gerais e Ministro da Educação e Cultura que teve atuação determinante para a finalização das obras do Palácio das Artes. Posteriormente, outros espaços do Palácio das Artes foram criados e passaram a integrar a FCS, como o Cine Humberto Mauro (1978), Teatro João Ceschiatti e Galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta (1984), Sala Juvenal Dias (1993).

    Em 1998, a FCS assumiu a administração de um espaço externo ao Palácio das Artes: a Serraria Souza Pinto, que havia sido inaugurada no ano anterior com finalidade cultural.

    Em 2010, outro espaço passa a compor a FCS: o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, com duas salas expositivas, localizado na Praça Sete, inicialmente dedicado à difusão da produção contemporânea das artes visuais. Em 2015, passou a ser chamado CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais.

    Quem foi Clóvis Salgado

    Nascido em Leopoldina, Minas Gerais, Clóvis Salgado da Gama, foi médico, professor e um importante político brasileiro para o estado de Minas Gerais e para o país, no exercício dos cargos de Governador e de Ministro da Educação e Cultura, respectivamente. Atuou em diversas áreas, em busca de melhorias para o Brasil.

    Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1929, porém permanecer nessa profissão não era seu único desejo. Iniciou a carreira política quando retornou à sua cidade natal e fundou o jornal Nova Fase. Entrou para a Aliança Liberal em 1930, apoiando a candidatura de Getúlio Vargas à presidência da República. Dedicou-se ao magistério após a instauração do Estado Novo em 1937 e, após cinco anos, ajudou a organizar a Cruz Vermelha em Minas Gerais. Tornou-se diretor do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais em 1944.

    Em chapa formada com Juscelino Kubitschek, exerceu o cargo de vice-governador de Minas Gerais e, mais tarde, em 31 de março de 1955, assumiu o governo do estado, após a renúncia de JK ao mandato para disputar a presidência da República. Como governador, criou o Conservatório Estadual de Música, o Departamento de Saúde Pública e o Departamento Social do Menor e iniciou a construção do Hospital do Câncer e da Escola de Saúde Pública.

    A vitória de Kubitschek ajudou Clóvis Salgado a seguir na carreira política, já que se tornou seu ministro da Educação e Cultura. Como ministro, criou o Teatro Nacional de Comédia, o Museu Villa-Lobos e participou da elaboração da Universidade de Brasília.

    Sendo uma figura importante nos setores da saúde e da educação do estado de Minas, Clóvis também fez seu nome na cultura mineira. Criou o Teatro Marília, administrou a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e foi um dos mais dedicados a conseguir os investimentos necessários para a retomada e conclusão das obras do Palácio das Artes.

    Assim, a antiga Fundação Palácio das Artes alterou o nome em 1978 para Fundação Clóvis Salgado para homenageá-lo.

    Clóvis Salgado

    Onde a cultura acontece

    Sendo o mais importante Centro Cultural de Minas Gerais, o Palácio das Artes está em constante evolução. O local abriga as mais diferentes expressões artísticas e culturais em seus espaços que, ao longo de 50 anos, passaram por várias mudanças e requalificações.

    Os espaços do Palácio das Artes

    O mais antigo deles, a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard já recebeu, em seus 510 m², as mais diversas mostras: arte mineira e internacional, salões de arte e coletivas temáticas e individuais de artistas mineiros. Para além das artes visuais, mostras que homenagearam mineiros célebres como Carlos Drummond de Andrade, Juscelino Kubitschek e Fernando Sabino. O recorde de público da instituição foi a mostra “A magia de Escher”, em 2013, com mais de 200 mil visitas ao longo de dois meses.

    Para muitos, o Grande Teatro Cemig é sinônimo do Palácio das Artes. Passados 50 anos de sua fundação, ele permanece como o maior e mais nobre teatro de Minas Gerais, com capacidade para 1.700 lugares. Praticamente todos os grandes artistas – da música, do teatro, da dança – que vieram a Belo Horizonte se apresentaram no Grande Teatro. O Grupo Corpo estreou a maioria de seus espetáculos no mesmo palco. A trajetória do Grande Teatro sofreu um corte brutal em 7 de abril de 1997, com um incêndio que destruiu a área reservada para o público. O processo de reconstrução mobilizou poder público, iniciativa privada e a sociedade civil. Em 27 de julho de 1998 o Grande Teatro foi reinaugurado com a distribuição de 34 mil ingressos para 50 dias de programação especial e gratuita.

    Ainda na década de 1970, foi inaugurado o Cine Humberto Mauro, cujo nome homenageia o patrono do cinema brasileiro. O longa exibido na inauguração da Sala, em 15 de outubro de 1978, foi “A noiva da cidade” (1978), filme de Alex Vianny, dirigido a partir de roteiro de Humberto Mauro. Desde então, a sala exibe programação alternativa, com filmes que fogem à programação comercial, com mostras temáticas, palestras e cursos.

    No andar inferior, onde seria destinado o Foyer no projeto original, dois espaços marcaram a trajetória da instituição: o Teatro João Ceschiatti, inaugurado em 1984, e a Sala Juvenal Dias, de 1993. O teatro possui palco em semi-arena, cercado de três lados da plateia, com 148 lugares. Sua ocupação prioriza a produção mineira das artes cênicas, mas também as montagens da Escola de Teatro do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Sala Juvenal Dias, inicialmente destinada a apresentações de música de câmara, passou a atender também produções teatrais e os alunos do Curso de Música do Cefart.

    Já no fim dos anos 2010, dois novos espaços passaram a integrar o Palácio das Artes: a PQNA Galeria Pedro Moraleida, inaugurada em fevereiro de 2017, e a Galeria Aberta Amilcar de Castro, em dezembro de 2018. Como espaço expositivo, a PQNA faz jus ao nome. Tem apenas 76 metros quadrados. Por outro lado, está num lugar nobre. Localiza-se no hall principal do Palácio das Artes. A Galeria Aberta, o mais recente espaço expositivo inaugurado, está localizada no jardim interno, entre as Galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta. Como espaço aberto, é também democrático. Atua tanto para exposições quanto para apresentações artísticas de outras linguagens.

    Para conhecer todos os espaços do Palácio das Artes, clique aqui.

    Galeria Aberta Amilcar de Castro
    Cinema, teatro, música erudita e popular, ópera, literatura, performances, ocupações artísticas, além de seminários, debates, cursos e workshops integram atualmente as inúmeras possibilidades de fruição para os visitantes do Palácio das Artes. Nesses ambientes convivem diariamente maestros, diretores artísticos, artistas de teatro, dança, música e de artes visuais, curadores, cineastas, produtores, gestores, pesquisadores, professores e estudantes de arte.

    Os corpos artísticos

    Para além dos espaços físicos, o Palácio das Artes também é a sede dos Corpos Artísticos estáveis – Cia de Dança Palácio das Artes, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais. O desenvolvimento profissional dos grupos e as montagens fazem parte dessa rica história.

    Cia. de Dança Palácio das Artes

    O Ballet Minas Gerais foi criado em 1947 e foi comandado pelo gaúcho Carlos Leite por muitos anos. Assim como Guignard, ele adotou a edificação do Palácio das Artes ainda em obras para os ensaios do grupo, que se tornou o primeiro corpo estável do Palácio das Artes. Na ocasião, recebeu o nome de Corpo de Baile do Palácio das Artes e, mais tarde, Cia. de Dança Palácio das Artes.

    Entre o Céu e as Serras – Cia. de Dança Palácio das Artes

    A fase inicial da companhia vai até 1985, com formação profissional de bailarinos, instituição de um corpo de baile e composição de seu repertório. Um marco deste período foi a montagem de “Romeu e Julieta” (1979), maior investimento que a Fundação Clóvis Salgado havia feito para a área de dança desde então. No segundo momento, entre a metade dos anos 1980 e o final da década de 1990, o corpo de bailarinos investe na técnica da dança clássica para explorar novas criações, com destaque para “Triunfo, um delírio barroco” (1986), com direção da baiana Carmen Paternostro. A partir do ano 2000, na terceira fase, a companhia assume a criação compartilhada e adota a linha do bailarino pesquisador. O espetáculo que marca essa fase é “Entre o Céu e as Serras” (2000), do coreógrafo Luís Mendonça em co-autoria da Cia. de Dança, sob a direção de Christina Machado.

    Coral Lírico de Minas Gerais

    Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais recebeu, em 2018, o título de Patrimônio Histórico e Cultural de Minas Gerais. É um dos raros grupos corais que possui programação artística permanente e interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais.

    Coral Lírico de Minas Gerais

    Participa da política de difusão do canto lírico promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Lírico Sacro, Sarau ao Meio-dia e Lírico em Concerto, além das temporadas de óperas realizadas pela FCS.

    Já estiveram à frente do Coral os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, ngela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Sílvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade. Lara Tanaka é a atual Regente Residente do Coral Lírico de Minas Gerais.

    Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

    Criada em 1976, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural de Minas Gerais em 2013. Considerada uma das mais ativas do país, cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre.

    Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

    Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto e Sinfônica Pop, além de integrar as Temporadas de Óperas realizadas pela FCS.

    Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica os maestros Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos. Seu atual regente titular é Silvio Viegas.

    Grande parte da programação artística da Fundação Clóvis Salgado possui entrada gratuita ou preço subsidiado, o que possibilita o acesso a uma programação de qualidade, para público variado,
    em torno de um milhão de visitantes por ano.

    Presidentes da Fundação Clóvis Salgado

    2019 / 2021
    Eliane Parreiras

    2015 / 2018
    Augusto Nunes Filho

    2013 / 2014
    Fernanda Machado

    2011 / 2013
    Solanda Steckelberg

    2009 / 2010
    Eliane Parreiras

    2007 / 2009
    Lúcia Camargo

    2005 / 2007
    Chico Pelúcio

    1999 / 2005
    Mauro Guimarães Werkema

    1996 / 1999
    Fernando Pinheiro Moreira

    1995 / 1996
    Eduardo José Guimarães Álvares

    1991 / 1995
    Bartolomeu Campos de Queiróz

    1990 / 1991
    Humberto de Matos Reis

    1989 / 1990
    Helvécio Guimarães

    1987 / 1989
    Dalton Canabrava Filho

    1984 / 1987 
    Mauro Guimarães Werkema

    1983 / 1984 
    Jota D’ângelo 

    1980 / 1983
    Nestor Sant’Anna

    1979
    Celso Renato Gilberti

    1978
    Élcio Saraiva

    1971/1977 
    José Guimarães Alves

    1966 / 1971
    Engenheiro Pery Rocha França – Presidente da Comissão Especial do Palácio das Artes (CEPA), criada por meio de decreto para finalizar as obras de construção do Centro Cultural.