Fundação Clóvis Salgado

Em 10 de junho de 1970, nasceu a Fundação Palácio das Artes (FPA), criada para administrar e conduzir as obras que ainda estavam em andamento. Nos anos subsequentes, a instituição passou a ser responsável pela gestão de iniciativas do Palácio das Artes, como o Coral (1971 a 1973), a Escola de Dança do Ballet Minas Gerais (1972) e o Centro de Artesanato (1975). Já em 1976, a FPA foi autorizada a criar a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, por meio da Lei nº 6.862, de 2 de setembro daquele ano.

Hall do Palácio das Artes, 1971

Em 1978, a FPA passou a ser chamada Fundação Clóvis Salgado (FCS), em homenagem ao médico, professor, governador de Minas Gerais e Ministro da Educação e Cultura que teve atuação determinante para a finalização das obras do Palácio das Artes. Posteriormente, outros espaços do Palácio das Artes foram criados e passaram a integrar a FCS, como o Cine Humberto Mauro (1978), Teatro João Ceschiatti e Galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta (1984), Sala Juvenal Dias (1993).

Em 1998, a FCS assumiu a administração de um espaço externo ao Palácio das Artes: a Serraria Souza Pinto, que havia sido inaugurada no ano anterior com finalidade cultural.

Em 2010, outro espaço passa a compor a FCS: o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, com duas salas expositivas, localizado na Praça Sete, inicialmente dedicado à difusão da produção contemporânea das artes visuais. Em 2015, passou a ser chamado CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais.

Quem foi Clóvis Salgado

Nascido em Leopoldina, Minas Gerais, Clóvis Salgado da Gama, foi médico, professor e um importante político brasileiro para o estado de Minas Gerais e para o país, no exercício dos cargos de Governador e de Ministro da Educação e Cultura, respectivamente. Atuou em diversas áreas, em busca de melhorias para o Brasil.

Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1929, porém permanecer nessa profissão não era seu único desejo. Iniciou a carreira política quando retornou à sua cidade natal e fundou o jornal Nova Fase. Entrou para a Aliança Liberal em 1930, apoiando a candidatura de Getúlio Vargas à presidência da República. Dedicou-se ao magistério após a instauração do Estado Novo em 1937 e, após cinco anos, ajudou a organizar a Cruz Vermelha em Minas Gerais. Tornou-se diretor do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais em 1944.

Em chapa formada com Juscelino Kubitschek, exerceu o cargo de vice-governador de Minas Gerais e, mais tarde, em 31 de março de 1955, assumiu o governo do estado, após a renúncia de JK ao mandato para disputar a presidência da República. Como governador, criou o Conservatório Estadual de Música, o Departamento de Saúde Pública e o Departamento Social do Menor e iniciou a construção do Hospital do Câncer e da Escola de Saúde Pública.

A vitória de Kubitschek ajudou Clóvis Salgado a seguir na carreira política, já que se tornou seu ministro da Educação e Cultura. Como ministro, criou o Teatro Nacional de Comédia, o Museu Villa-Lobos e participou da elaboração da Universidade de Brasília.

Sendo uma figura importante nos setores da saúde e da educação do estado de Minas, Clóvis também fez seu nome na cultura mineira. Criou o Teatro Marília, administrou a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e foi um dos mais dedicados a conseguir os investimentos necessários para a retomada e conclusão das obras do Palácio das Artes.

Assim, a antiga Fundação Palácio das Artes alterou o nome em 1978 para Fundação Clóvis Salgado para homenageá-lo.

Clóvis Salgado

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