Corpos Estáveis

Para além dos espaços físicos, o Palácio das Artes também é a sede dos Corpos Artísticos estáveis – Cia de Dança Palácio das Artes, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais. O desenvolvimento profissional dos grupos e as montagens fazem parte dessa rica história.

Cia. de Dança Palácio das Artes

O Ballet Minas Gerais foi criado em 1947 e foi comandado pelo gaúcho Carlos Leite por muitos anos. Assim como Guignard, ele adotou a edificação do Palácio das Artes ainda em obras para os ensaios do grupo, que se tornou o primeiro corpo estável do Palácio das Artes. Na ocasião, recebeu o nome de Corpo de Baile do Palácio das Artes e, mais tarde, Cia. de Dança Palácio das Artes.

Entre o Céu e as Serras – Cia. de Dança Palácio das Artes

A fase inicial da companhia vai até 1985, com formação profissional de bailarinos, instituição de um corpo de baile e composição de seu repertório. Um marco deste período foi a montagem de “Romeu e Julieta” (1979), maior investimento que a Fundação Clóvis Salgado havia feito para a área de dança desde então. No segundo momento, entre a metade dos anos 1980 e o final da década de 1990, o corpo de bailarinos investe na técnica da dança clássica para explorar novas criações, com destaque para “Triunfo, um delírio barroco” (1986), com direção da baiana Carmen Paternostro. A partir do ano 2000, na terceira fase, a companhia assume a criação compartilhada e adota a linha do bailarino pesquisador. O espetáculo que marca essa fase é “Entre o Céu e as Serras” (2000), do coreógrafo Luís Mendonça em co-autoria da Cia. de Dança, sob a direção de Christina Machado.

Coral Lírico de Minas Gerais

Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais recebeu, em 2018, o título de Patrimônio Histórico e Cultural de Minas Gerais. É um dos raros grupos corais que possui programação artística permanente e interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais.

Coral Lírico de Minas Gerais

Participa da política de difusão do canto lírico promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Lírico Sacro, Sarau ao Meio-dia e Lírico em Concerto, além das temporadas de óperas realizadas pela FCS.

Já estiveram à frente do Coral os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, ngela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Sílvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade. Lara Tanaka é a atual Regente Residente do Coral Lírico de Minas Gerais.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

Criada em 1976, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural de Minas Gerais em 2013. Considerada uma das mais ativas do país, cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto e Sinfônica Pop, além de integrar as Temporadas de Óperas realizadas pela FCS.

Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica os maestros Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos. Seu atual regente titular é Silvio Viegas.

Grande parte da programação artística da Fundação Clóvis Salgado possui entrada gratuita ou preço subsidiado, o que possibilita o acesso a uma programação de qualidade, para público variado,
em torno de um milhão de visitantes por ano.

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