personagens
dessa
história

Uma história é feita, sobretudo, por pessoas. Aqui não é diferente. Conheça alguns personagens que contribuíram e deixaram suas marcas ao longo da trajetória do Palácio das Artes, mesmo antes da inauguração do espaço. Esta lista está em constante atualização, volte em breve para conhecer outras biografias.
 

Alberto da Veiga Guignard

1896 – 1962

Pintor, desenhista, ilustrador e professor, é considerado um dos mais representativos artistas da arte moderna brasileira. Fundador e professor da Escola de Belas Artes, que funcionou até 1994 no andar térreo do Palácio das Artes. Foi mestre de vários artistas selecionados para a exposição “O processo evolutivo da arte”, que inaugurou a Grande Galeria, em 1970. Tem obras em acervos do Moma (Nova York), do MAP (BH), do Masp (SP) e no Museu Casa Guignard, em Ouro Preto, entre outros.

 

Amilcar de Castro

1920 – 2002

Escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo, professor. Estudou na Faculdade de Direito da UFMG. A partir de 1944, frequentou curso livre de desenho e pintura com Guignard e escultura figurativa com Franz Weissmann. Entre as características da sua obra estão as formas geométricas tridimensionais, feitas em chapas de ferro retorcidas e dobradas, sem solda, para manter sua estrutura. Foi professor da Escola Guignard e da Faculdade de Belas Artes da UFMG. Em 1990, passou a dedicar-se com exclusividade à atividade artística.

 

Arlinda Corrêa Lima

1927 – 1980

Pintora, ceramista, professora e psicopedagoga. Estudou pintura com Guignard entre os anos 1940 e 1950. Foi uma das maiores incentivadoras da educação artística para crianças em Minas Gerais. Fundou o Centro de Atividades Criadoras em Belo Horizonte e dirigiu a Escolinha de Arte de Minas Gerais. Participou de salões de arte e organizou mostras internacionais de arte infantil na Alemanha, República Tcheca e França.

 

Carlos Leite

1914 – 1995

Mestre de balé, coreógrafo, bailarino e professor, dedicou-se ao estudo da arte dramática e ao balé na Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1948, mudou-se para Belo Horizonte, inaugurando a Escola de Dança que deu origem ao Ballet de Minas Gerais, sendo esse o primeiro corpo artístico da FCS, atual Cia. de Dança Palácio das Artes. Carlos Leite projetou a Cia de Dança nacionalmente. Foi professor do Cefart e um grande incentivador da dança no estado.

 

Clóvis Salgado da Gama

1906 – 1978

Nascido em Leopoldina (MG), foi médico, professor e um importante político para o estado de Minas Gerais e para o país, nos cargos de Governador e de Ministro da Educação e Cultura. Entre outras realizações, está o Conservatório Estadual de Música e o Teatro Marília. Administrou a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e foi um dos mais dedicados a viabilizar a retomada e conclusão das obras do Palácio das Artes.

 

Décio Noviello

1929 – 2019

Desenhista, cenógrafo, figurinista, gravurista, pintor e nome importante da Arte Pop brasileira. A obra do mineiro se pauta em dualidades e contradições inerentes ao ser humano, como a solidão do homem em meio à multidão, seus relacionamentos, a repressão e a liberação sexual, o strip-tease, o voyeurismo e o erotismo. Participou da performance “Do Corpo à Terra”, com a intervenção “pintura em campo expandido’’ usando material do Exército: granadas fumígenas coloridas para expandir cores na paisagem.

 

Fernando Pinheiro Moreira

1945 – 2001

Engenheiro de formação, foi presidente da Fundação Clovis Salgado entre 1997 e 1999. Sempre esteve ligado ao movimento musical de Belo Horizonte, tendo participado ativamente como aluno, professor e presidente da Fundação de Educação Artística. Membro destacado do Ars Nova, Coral da Ufmg, e do Madrigal Renascentista, atuou como regente assistente de Isaac Karabtchewsky em turnê europeia. Ao assumir a presidência da FCS, foi responsável pela reconstrução do Grande Teatro e pela intensa programação internacional realizada no Foyer na ocasião.

 

Genesco Murta

1885 – 1967

Pintor, desenhista, caricaturista e professor. Mudou-se para Belo Horizonte em 1910 e dois anos depois foi estudar em Paris. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1928), de onde saiu com a medalha de prata, e da Primeira Exposição de Arte Moderna de Belo Horizonte (1936). Nos anos 1940, realizou murais no Grande Hotel de Araxá e no Tribunal Eleitoral de Belo Horizonte. Tem obras nos acervos do Museu Mineiro, Abílio Barreto e na Pinacoteca do Palácio da Liberdade.

 

Helena Vasconcellos

1939

Bailarina concursada, Helena fez parte do corpo de baile da  Fundação Clóvis Salgado, atual Cia. de Dança Palácio das Artes, onde foi assistente de direção e coordenadora. Professora de dança, Helena foi uma das fundadoras do CEFAR – Centro de Formação Artística. Em 2000, recebeu da Fundação Clóvis Salgado, a Insígnia da Ordem do Mérito Artístico, por sua contribuição à cultura mineira. Em 2007, aposentou-se como professora.

 

Hélio Ferreira Pinto

?? - 2007

Arquiteto, foi o responsável por reformular, em 1955, o projeto original de Niemeyer para o tão sonhado Teatro Municipal, idealizado por JK. A fachada do Palácio das Artes deixa o Parque Municipal e volta-se para a Avenida Afonso Pena, dando destaque para a Sala de Exposição, hoje Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard.
** A pesquisa não encontrou a data de nascimento e foto do Arquiteto. Informações: Favor procurar a Assessoria de Comunicação da FCS: 3236-7419.

 

Humberto Mauro

1897 – 1983

Cineasta, ator, roteirista, produtor e fotógrafo, é patrono do cinema brasileiro. Sua obra abrange documentários, curtas e longas-metragens. Na década de 1920, realizou os filmes da fase mineira, “Brasa dormida” (1928) e “Sangue mineiro” (1929). Na década de 1930, já no Rio de Janeiro, colaborou com a fundação da Cinédia, onde fez “Lábios sem beijos”. Em 1933, realiza seu “Ganga bruta”, filme que recebeu pedras em sua estreia, mas a partir dos anos 1950 magnetizou críticos e cineastas, tornando-se um clássico.

 

Israel Pinheiro da Silva

1896 – 1973

Engenheiro e administrador, foi Governador de Minas Gerais entre 1966 e 71, dedicando-se à finalização das obras e inauguração do Palácio das Artes. Além da política e da administração, Israel Pinheiro tinha preocupações com a cultura. Apesar do clima de regime militar, apoiou a criação do Suplemento Literário de Minas Gerais, do Jornal Minas Gerais, que reunia poetas e escritores; o Festival de Arte de Ouro Preto e a incorporação da biblioteca do Palácio ao acervo Tancredo Martins, que deu origem à Coleção Mineiriana, da Biblioteca Pública Estadual, entre outras ações.

 

João Ceschiatti

1916 - 1987

Ator e diretor, filho de imigrantes italianos, foi um dos pioneiros do teatro mineiro. Chegou a Belo Horizonte em 1929, quando começou a fazer espetáculos adultos, interpretando sempre personagens jovens. A partir da década de 1940, fixou-se no Serviço Social da Indústria (Sesi), onde dirigiu um grupo de teatro por uma década e meia. Com operários no elenco, montou 28 espetáculos. Também foi responsável por lançar vários talentos em Minas Gerais.

 

João das Neves

1935 – 2018

Dramaturgo, diretor, ator e escritor. Foi um dos fundadores do Teatro Opinião, onde estreou, em 1964, o antológico “Show Opinião”, reunindo no palco, num protesto contra a ditadura, Nara Leão, Zé Keti e João do Vale. Trabalhou até o fim da ditadura, em 1984, buscando novos modelos dramatúrgicos para flagrar a nova realidade instaurada pelo regime militar. Deixou sua marca como encenador e pensador do teatro contemporâneo, tendo sido contemplado com diversos prêmios como Molière (vários), APCA, Golfinho de Ouro e Quadrienal de Praga, entre outros.

 

João Etienne Filho

1918 - 1997

Jornalista, professor, poeta e teatrólogo. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais e iniciou sua carreira jornalística em 1935 em “O Diário”, que representou fase importante na história da Imprensa no Brasil. Se elegeu na Academia Mineira de Letras em agosto de 1959, primeiro sucessor da cadeira nº 10. Como professor, lecionou História Geral, História do Brasil e Português em Belo Horizonte e também no Rio de Janeiro.

 

Juscelino kubistchek

1902 – 1976

Juscelino Kubitschek de Oliveira foi médico e político. Ocupou a Presidência da República entre 1956 e 1961. Ao assumir o poder, estabeleceu o lema de sua política econômica, prometendo cinquenta anos de progresso em cinco de realizações. Nascido em Diamantina, mudou-se para Belo Horizonte em 1920. Entre 1940 e 1945, foi prefeito de Belo Horizonte, tendo solicitado a Oscar Niemeyer projeto de construção de um Teatro Municipal para a capital mineira, o atual Palácio das Artes, e o Conjunto Arquitetônico da Pampulha.

 

Juvenal Dias

1908 - 1994

Foi instrumentista e professor. Atuou como flautista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais até 1991, quando se aposentou. Fundou a Sociedade Coral de Belo Horizonte, foi professor de flauta da Fundação Palácio das Artes e trabalhou na Sociedade Mineira de Concertos Sinfônicos. Esteve à frente dos principais movimentos musicais na capital mineira da década de 1920 até 1980. Também deixou várias composições.

 

Klauss Vianna

1928 - 1992

Bailarino, coreógrafo, professor e preparador corporal, iniciou nos anos 1950 uma revisão dos padrões da produção coreográfica. Criou, com a esposa Angel Vianna, o Balé Klauss Vianna, em 1958, escola que trouxe a dança moderna para Belo Horizonte. Iniciou estudos anatômicos buscando compreender o que seria “uma dança brasileira”. É precursor dos entendimentos de Consciência/ Expressão Corporal, associados à materialidade do corpo.

 

Mari’stella Tristão

1919 – 1997

Artista plástica, produtora cultural e crítica de arte do jornal “Estado de Minas”. Formou-se em Belas Artes pela UFMG, com especialização em gravura. Na inauguração do Palácio das Artes, era coordenadora de suas galerias de arte. Participou de salões e exposições até que a partir dos anos 1970 passou a dedicar-se exclusivamente à crítica de arte e à produção cultural.

 

Oscar Niemeyer

1907 – 2012

Arquiteto e urbanista, considerado uma das figuras-chave no desenvolvimento da arquitetura moderna por utilizar superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Entre 1940 e 1944, projeta, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha e o primeiro projeto do Teatro Municipal, atual Palácio das Artes. Em 1956, a convite do presidente JK, colabora na construção da nova capital do Brasil, Brasília.

 

Pedro Moraleida

1977 – 1999

Artista plástico, produziu muito mesmo tendo vivido pouco – suicidou-se poucos dias antes de completar 22 anos. Estudou Belas Artes na UFMG e sua obra representa sua visão crítica e ácida do mundo. Realizou uma série de exposições individuais e coletivas. Em 2017, no Palácio das Artes, a mostra “Faça você mesmo sua Capela Sistina” foi alvo de ataques de protestos e tentativa de censura. Naquele ano, foi a mostra mais visitada da instituição.

 

Pery Rocha França

1911 – 2000

Engenheiro, cantor lírico e aviador, foi indicado pelo governador Israel Pinheiro, em 1966, para presidir a Comissão Especial Palácio das Artes (C.E.P.A.), destinada a promover todos os atos relacionados à finalização das obras do Palácio das Artes. Foi um dos fundadores da Sociedade Coral, criou e desenvolveu também o Madrigal Renascentista. Foi Presidente da Fundação Universidade Mineira de Arte, hoje Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

 

Sergio Magnani

1914 – 2001

Natural da Itália, mudou-se para Belo Horizonte após o fim da Segunda Guerra Mundial. Foi regente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e manteve uma relação tão rica com Belo Horizonte que chegou a receber o título de Cidadão Honorário. Com seu vasto conhecimento de música e da cultura italiana, Magnani logo conquistou alunos, sendo uma de suas discípulas a pianista Berenice Menegale. Magnani foi um cultivador do campo operístico, embora tenha cuidado do segmento instrumental de maneira vigorosa.